Expressionismo abstrato

Mark Rothko é um dos principais nomes do Expressionismo Abstrato (ou simplesmente Escola de Nova York), ao lado de pintores como Jackson Pollock. Apesar de Rothko rejeitar o termo "Expressionismo Abstrato", ele faz parte do grupo de artistas que se desenvolveu a partir da década de 40, na cidade de Nova York. O estilo trouxe a arte americana ao cenário artístico mundial.

 

A Escola de Nova York desenvolveu uma pintura que se reduz aos elementos essenciais, dando ênfase às cores e formas. Os pintores não construíam uma imagem de seus sentimentos, tampouco retratavam suas emoções, mas sim faziam um registro pictórico da própria ação de se expressar. A Escola sofreu grande influência de Wassily Kandinsky (1866 - 1944), artista russo que introduziu a abstração na arte visual. Ashile Gorky, Willem de Kooning e Adolph Gottlieb foram outros nomes do movimento. Mesmo com o estilo em comum, cada um seguiu sua própria identidade. Mas, em todos, observa-se uma paleta agressiva de cores e formas subjetivas que preenchem toda a superfície da tela. Mark Rohtko sai do anonimato quando, em 1950, o colecionador Duncan Philips compra vários de seus quadros. O artista vê sua carreira avançar.  

 

A noção de expressionismo abstrato, utilizada pela primeira vez em 1952 pelo crítico H. Rosenberg, refere-se a um movimento artístico que tem lugar em Nova York no período imediatamente após a Segunda Guerra Mundial. Trata-se do primeiro estilo pictórico norte-americano a obter reconhecimento internacional. Os Estados Unidos surgem como nova potência mundial e centro artístico emergente, beneficiado, em larga medida, pela emigração de intelectuais e artistas europeus. As diversas tendências do modernismo europeu conhecem soluções novas em solo norte-americano. 

 

Os artistas se beneficiam do amplo repertório disponível no período, que vai de J. Joyce e T.S. Eliot à psicologia do Carl Jung e ao existencialismo de Jean-Paul Sartre, passando pelas discussões antropológicas de R. Benedict e M. Mead e pela cultura norte-americana, sobretudo devido ao jazz e o cinema de Hollywood. A combinação de todas essas fontes tem como referência última o pós-guerra, e uma crítica a concepção triunfalista do capitalismo e da civilização tecnológica.

 

Jackson Pollock - Ritmo de Outono (nº30), óleo s/ tela, 1950 (MoMA)

Willem de Kooning - Excavation, óleo s/ tela, 1950 (Art Institute of Chicago).

Wassily Kandinsky - Composição VII, óleo s/ tela, 1913.

de John Logan