SINOPSE

Em seu ateliê em Nova York, em 1958, o já consagrado artista Mark Rothko recebe pela primeira vez o novo assistente Ken. “O que você vê?”, pergunta Mark, apontando para uma das pinturas em que trabalha. A partir daí, uma intensa relação desenvolve-se diante da plateia.

 
 

Foto: Caio Gallucci

A peça é um recorte de apenas dois anos na vida do artista plástico: tudo se passa entre 1958 e 59 quando ele estava em seu ateliê de Nova York produzindo a série de murais para o restaurante Four Seasons, no Edifício Seagram, encomenda feita a ele por uma quantia recorde para a época - o equivalente a 10 milhões de dólares hoje em dia. Para auxiliar neste trabalho, ele contrata o assistente Ken e é deste encontro que surge uma relação no mínimo inusitada. Se no início o rapaz se mostra inexperiente e submisso à arrogância e ironia do mestre, com o passar do tempo Ken amadurece e passa a questionar com fortes e seguros argumentos a postura de veterano pintor. 

 

Foto: Caio Gallucci

Foto: Caio Gallucci

— Não é uma biografia do Rothko. Mas é a partir da proposta milionária que ele recebe para fazer os painéis do Seagram, na Park Avenue, que a trama se desenrola. Temas como cultura, gostos e até a relação pai e filho entram na discussão — Bruno Fagundes.

Foto: Ivan Abujamra

— É muito acessível. O público não precisa saber nada sobre artes para nos assistir. O texto é muito rico, de uma dramaturgia impecável, fala de mudanças, catarses. Nos identificamos com a proposta. No fim do espetáculo, a gente costuma bater um papo com a plateia para esclarecer qualquer dúvida — Antonio Fagundes.

Foto: Caio Gallucci

Foto: Caio Gallucci

de John Logan